terça-feira, 31 de março de 2015

10ª Semana Cultural Tekoá Itaty

A 10ª Semana Cultural Tekoá Itaty iniciará no dia 12 de abril, no Morro dos Cavalos - Palhoça. Dentre as atividades haverá rodas de conversas, cerimônias, oficinas e exposições relacionadas à cultura indígena.
Na quarta-feira, dia 15 de abril, a partir das 17:30hrs, as atividades acontecerão no campus Pedra Branca da UNISUL, na 12ª Semana Indígena da UNISUL.
Confira as principais atividades e a programação completa abaixo:




domingo, 29 de março de 2015

O local interessa ao mundial: Diferença como riqueza para todos! Abaixo, porém, a desigualdade!


Com grande alegria constatamos que ao final do XXI Congresso Internacional de Antropologia Ibero-Americana, coordenado pela Universidade de Salamanca (Espanha) e Universidade de São José (SC), o tema do entendimento da diferença como riqueza foi a marca em todos os diálogos acadêmicos das etnografias intercontinentais apresentadas. O prof. Dr. Jaci Rocha Gonçalves resume assim esse aspecto:

"Focaram-se temas de desafio atual como a Desigualdade, não! Acolhimento da diferença, sim! O aprendizado da luta contra a desigualdade, de um lado, e pela valorização da diferença étnica como riqueza da mundialidade, de outro, formam uma urgência epocal que não dá mais para postergar."

Nesse espaço de diálogo internacional, a UNISUL confirmou mais uma vez a importância dos seus objetivos de valorização cultural  com um dos pilares reflexivos escolhidos no contexto de seu cinquentenário. E o Revitalizando Culturas fica feliz por sido seu porta-voz.

Jovens guarani-mbyá, no camarin, preparam-se para cantar seus mantras na abertura do Congresso Internacional.
 Assista a matéria sobre o XXI Congresso Internacional de Antropologia Ibero-Americana acessando o link: https://www.youtube.com/watch?v=Hfert6e0iPA

domingo, 22 de março de 2015

REVITALIZANDO CULTURAS no XXI Congresso Internacional de Antropologia Íbero-Americana





Alunos da Unisul têm entrada gratuita para participar do XXI Congresso Internacional de Antropologia Íbero-Americana. O evento acontece nesta segunda (23), terça (24) e quarta-feira (25) no Centro de Eventos Multiuso de São José. O tema central do Congresso é Educação, Ecoturismo e Cultura: desafios do mundo globalizado.

O doutor Jaci Rocha Gonçalves, coordenador do programa Revitalizando Culturas da Unisul,  além de apresentar um tema especial com foco  na importância da endoculturação, também irá coordenar uma mesa internacional sobre cultura e interdisciplinaridade.

Os alunos da Unisul, a convite da USJ, poderão participar gratuitamente do Congresso Internacional, basta fazer a inscrição como aluno da USJ na categoria OUVINTE até às 23h59 do dia 23/03 no site oficial (http://congressoantropo.wix.com/iberoamerica) onde você encontra a programação detalhada.





O Congresso Internacional terá a alegria de ver a performance dos Guarani, de Santa Catarina. Eles serão representados pelo Coral Tape Mirim (Pequeno Caminho), da Aldeia e Escola Indígena Itaty, do Morro dos Cavalos, de Palhoça. Assim, o canto de nossos ancestrais brasileiros, o canto dos povos originários, estará ecoando por todos os países representados no Congresso Internacional de Antropologia Íbero-Americana.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Professor da Unisul no Jornal do Almoço

O professor Jaci Rocha Gonçalves, da Unisul, esteve hoje no Jornal do Almoço (RBS) discutindo a lei que obriga Bíblias em todas as bibliotecas de escolas públicas e privadas da capital catarinense, proposta do vereador Gerônimo Alves, também bispo de uma igreja evangélica. Além do professor Jaci, esteve presente Rogério Duarte da Silva, presidente da comissão de direito constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Santa Catarina.

Você acompanha a entrevista na íntegra acessando o link: (http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/jornal-do-almoco/videos/t/edicoes/v/ja-discute-sobre-a-nova-lei-que-obriga-escolas-de-florianopolis-a-terem-biblias/4049475/)

quinta-feira, 19 de março de 2015

Joaquim Maná do povo Kaxinawá: Primeiro doutor em linguística pela UNB.


(Imagem: Reprodução mochileiro.tur.br)
Num período em que se discute a extinção de diversas línguas indígenas, um índio acriano enfrentou preconceitos e dificuldades e se tornou doutor em Linguística pela Universidade de Brasília.
Joaquim Paulo de Lima Kaxinawá, mais conhecido como Joaquim Maná, defendeu a tese “Para uma gramática da Língua Hãtxa Kuin” em dezembro passado e se transformou o primeiro índio no Brasil a receber o título de doutor em linguística pela Universidade de Brasília (UnB), e também foi o primeiro a escrever uma tese de doutorado sobre sua língua nativa.
Joaquim nasceu no município acriano de Tarauacá, na terra indígena Praia do Carapãnã. Ele só foi alfabetizado na língua portuguesa aos 20 anos de idade em um programa alternativo coordenado pela Comissão Pró-Índio do Acre. Fez o magistério indígena no estado e graduação em um curso intercultural indígena na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. O mestrado e o doutorado foram feitos na UnB.
Para ele, um dos maiores desafios durante o doutorado foi a indisponibilidade de outras pesquisas sobre a língua de seu povo, além de não encontrar trabalhos feitos em português. Ele ressaltou que muitas pesquisas foram escritas em inglês, alemão, francês, espanhol, e não foram apresentadas ao povo, ficaram guardadas.
O doutor Joaquim acredita que a tese em si não pode provocar muitas mudanças. Mas ele espera que sirva de exemplo para a formulação de um programa de ensino na língua nativa dos diferentes povos do país.
Outros dois doutores indígenas devem sair da UnB nos meses de fevereiro e maio de 2015. Os estudantes se espelham em Joaquim, que deve voltar para a Terra Indígena Praia do Carapãnã, no Acre, para reforçar o ensino da língua Hãtxa Kuin do povo Huni Kuín.
Fonte: http://www.conexaolusofona.org/pesquisador-e-primeiro-indio-brasileiro-a-receber-titulo-de-doutor-em-linguistica-pela-universidade-de-brasilia/#.VQBrnfnF_PZ

TCCs indígenas: no Morro dos Ancestrais

Algo inédito na história do Brasil: a defesa de dois Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) na Escola indígena Itaty, no Morro dos Cavalos. Foi em 9 de fevereiro de 2015, bem na semana de festejos de 259 anos da morte do jovem líder Guarani Sepé Tiaraju. Os guarani cursam a Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, da UFSC.


O primeiro a discutir foi o professor da Escola Indígena Itaty, João

Batista Gonçalves sobre o tema da territorialidade indígena no Morro dos Cavalos, e a dificuldade do entrosamento midiático a serviço dessa comunidade como, por exemplo, o silenciamento da mídia. Tudo isso foi denunciado e analisado nesse TCC.

Clovis Brighenti, DOCIME, Cacique Eunice Antunes Kerexu Yxapyry,
Analúcia Hartmann, procurdadora da república e Maria Dorothea Post Darella
O outro TCC foi da Cacique Eunice Antunes. Autoridade maior da aldeia e mãe de três filhos, discutiu o tema da educação diferenciada em obediência à Constituição de 1988, à lei 9394 de diretrizes e bases educacionais em vigor, conhecida como Lei Darci Ribeiro, de 1996. 

A pergunta chave era como construir um currículo diferenciado no Brasil? De um lado, garantindo a autoria autóctone participando dessa construção através das lideranças comunitárias indígenas. Muitos estão se formando no ensino universitário e poderão fazer as traduções para o não-índio do modo de fazer educação na cultura multimilenar Guarani e de outros povos. 



Em SC, além guarani, deverão concluir o curso também os formandos dos povos Kaingang do Oeste/SC e Laklaño/Xokleng do Alto Vale do Itajaí/SC. A formatura será no dia 8 de abril de 2015.

O professor doutor Jaci Rocha Gonçalves foi convidado especial deste momento inédito. Vibrando, o professor lembrou que em 1999, quando a UNISUL ajudou a construir várias estruturas de apoio ao povo guarani no Morro dos Cavalos, os velhos caciques e xamãs, no alto do morro, disseram a seguinte frase: “Um dia nós teremos aqui uma universidade do povo Guarani.” 

Existe um trabalho feito no mestrado da UNISUL, do curso de Relações Internacionais, de 2002, onde também se falava dessa importância que seria o Morro dos Cavalos como um morro ancestral dos mais queridos do povo Guarani. E conclui, o professor Jaci: "Portanto, esses TCCs discutidos na aldeia transformada em campus universitário, ou seja, a academia que se planta no meio da aldeia, mais parece a semente em desenvolvimento desses sonhos que os caciques tiveram sobre o Morro dos ancestrais."