terça-feira, 26 de maio de 2015

VISITA À TEKOÁ (ALDEIA) MARANGATU

Reencontro com o velho Karaí

Olhem só, amig@s, tive a graça, em nome da UNISUL e do Revitalizando Culturas,  de reencontrar com o Karaí (xamã) Tataendy Augusto da Silva, xeramõi guarani-mbyá  da Tekoá (aldeia) Guarani Marangatu (Chão Feliz), próximo a Imaruí (SC), há 115 Km do campus UNISUL/Pedra Branca.

                                                       Professor Jaci Gonçalves e o Karaí Tataendy Augusto da Silva.

Matamos as saudades num abraço demorado lembrando Eduardo, o jovem cacique, seu filho, morto num acidente em novembro de 2014.

O CD Tery  Marae-y no MIS e MASC: voz  indígena nas Escolas Públicas e Centros de Cultura

                                                       Revitalizando Culturas

Fui mediar um pedido de licenciamento dos direitos autorais para uso pedagógico do CD Tery Marae-y (Nome sagrado), cujo autor é Vherá Mirim Inácio da Silva. É uma produção de 2002 coordenada pelo Revitalizando Culturas/Unisul e apoio da Banda Faraway, Orionópolis Catarinense e da Fundação Catarinense de Cultura com os Guarani do Massiambu, à época.

A Administradora  do MIS/SC (Museu da Imagem e do Som) Ana Lígia Becker e Álvaro Sieri, representante do MASC (Museu de Arte de Santa Catarina) escolheram as músicas do CD Tery  Marae-y (Nome sagrado) para integrar o kit da publicação “Material Pedagógico: diálogos entre MIS/SC e MASC” a ser oferecido às bibliotecas de   todas as escolas Públicas e Centros de Cultura de Santa Catarina.

Além de acolher com alegria o convite, o jovem compositor, músico, cantor e xamã Vherá Mirim Inácio da Silva disse: “que bom, é mesmo coisa de Nhanderu (Deus) porque assim as crianças e jovens das escolas do djuruá (não-índígenas) ouvirão os próprios guarani escrevendo, cantando e dançando nossa cultura tão antiga!”. A publicação será lançada em breve.

                                                        Representantes do MIS e MASC, do Revitalizando Culturas e o Cacicado da Tekoá Marangatu. 

Mutirão da nova OPY: participe!

O atual cacique Ricardo Wherá, ainda na visita, convidou-nos para participar do mutirão para construir a nova Opy, que significa Casa de Reza, de Terapia e de Medicina, da Aldeia Marangatu. Essa grande construção será feita em quarenta dias no estilo guaranítico. Para tanto, os guarani reúnem todas as suas forças inclusive de seus amigos para esse evento de homenagem a Nhanderu (Deus).

 Esse mutirão tem necessidade de alimentos não perecíveis. Quem puder contribuir é só enviar para o Revitalizando Culturas/Pedra Branca, sala dos docentes, aos cuidados de Professor Jaci Gonçalves ou  pelo seu telefone (48) 88635444. Junto ao mutirão, os guarani preparam também a terra para a semeadura nas luas de final de julho início de agosto.
Aweté,  Nhanderu! (Deus nos abençoe!)
by Jaci Rocha Gonçalves
Professor da Unisul e coordenador do Revitalizando Culturas 

terça-feira, 19 de maio de 2015

Formado na UNISUL, Fernando Camuaso Segundo participa do Caldeirão do Huck

Primeiro jornalista cego angolano participou no último sábado do programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo.


Muita alegria e emoção. O conhecido cego jornalista
Fernando participou do quadro "Agora ou Nunca" junto com seus conterrâneos 
Fernando Camuaso Segundo fez a diferença no Programa Caldeirão do Huck com seus conterrâneos angolanos cegos que residem em Curitiba e também estão se formando em diversos cursos universitários.

Eles vieram há 15 anos da Angola apenas para aprender habilidades. Fernando Camuaso, no entanto, inscreveu-se e conseguiu uma das 400 bolsas de estudo oferecidas na comemoração do UNISUL 40 ANOS.  Na verdade, o estudo universitário no Brasil era um pleito  proibido pelo seu país africano, a Angola. No entanto, enfrentou as muitas dificuldades inerentes a todo pioneirismo ajudado por uma grande equipe de pessoas do Curso de Comunicação Social, dos apoios pedagógicos e gerentes administrativos e, sobretudo, do PPA - Programa de Promoção à Acessibilidade, parceiro do Revitalizando CulturasFernando formou-se em jornalismo no curso de Comunicação Social da UNISUL Pedra Branca.  

Foi todo um processo exigente  que permitiu a mudança da lei em seu país. O grupo cantante da família angolana de Curitiba mostrou ao Brasil como essa luta pelo direito aos estudos universitários começada e concluída por Fernando frutificou numa forma de repercussão endocultural.
Jaci Rocha Gonçalves, coordenador do programa Revitalizando Culturas, demonstrou-se muito orgulhoso ao ver mais esse resultado de promoção dos direitos humanos: "Acompanhei Fernando no TCC do Curso de Jornalismo na UNISUL em 2010. Uma banca bicontinental. Um guerreiro: o primeiro cego jornalista angolano. 
Dá-lhe transformação endocultural aqui e na Mama África!"


Curtam o testemunho emocionante das fotos deste cego fotógrafo!