terça-feira, 29 de março de 2016

FMP, Revitalizando Culturas e Os Haitianos

Com o intuito de ajudar nossos irmãos de outra terra, esta tarde (29-03) estivemos reunidos para uma conversa na sede do Revitalizando Culturas, no Campus Pedra Branca, da Unisul.
Luciana da Faculdade Municipal da Palhoça, compartilhou conosco sobre as iniciativas que a FMP tem tomado afim de ajudar o povo haitiano com aulas de português, informática e com toda a burocracia para que eles consigam se manter no Brasil. Muita coisa boa ainda vai vir desta união.
(da esquerda para direita)Danilo, Rafaela, Luciana e Jaci

segunda-feira, 28 de março de 2016

Sexta Feira Santa, Programa Fórum CBN

Na última sexta feira, estive junto ao padre Luiz Prim, no programa Fórum, na rádio CBN, de Florianópolis, sob a coordenação de Renato Igor e e direção de Felipe Reis, nosso egresso do jornalismo Unisul. O tema foi sobre o Jesus daquela Sexta Feira Santa e a Realidade Atual do Brasil. Pude tocar ao violão duas músicas focando o Cristo que continua crucificado nos humanos empobrecidos, vítimas da fome e da violência (Música africana: Seu nome é Jesus Cristo e passa fome...) e o Cristo de Jesus solidário revitalizador e ressuscitador naquelas das pessoas solidárias com a humanização e cuidadores teimosos da mãe natureza.

Padre Luiz Prim é testemunha desse jeito de ser porque gasta a vida cuidando de resgatar vidas nas prisões, nos dependentes químicos. Ele lembrou que iniciamos esses trabalhos como igreja na região há 30 anos com outros colegas como P. Vilson Groh, Ir. Neves, P. Evaristo de Biasi animando uma igreja que vai às ruas, periferias e mangues reorganizar comunidades em favor da qualidade de vida para todos e tudo.



Escrito por: Jaci Rocha Gonçalves.

(ATUALIZADO) URGENTE! Pelo respeito à querida Comunidade Guarani

Mudou para essa quarta-feira, 30 de março, desde 9h da manhã, a presença dos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a já demarcada Terra Indígena do Morro dos Cavalos.
Quem puder apoiar os guarani e sua Comissão Nhemonguetá, é bem-vindo!

domingo, 20 de março de 2016

Março: Espiritualidade e utopia factível

                                                                                                       Espiritualidades no timing da vida.

Março de volta às aulas. Março da retomada de trabalhos. É Março do dia 8 (lembrando mulheres lutando por seus direitos trabalhistas). É março do dia 24 (da mãe Terra). Março de ações da Polícia Federal, MPF/ equipe do juiz Sérgio Moro. É Março dos 500 anos do lançamento do livro Utopia, de Thomas Morus (1515), no coração de Londres.

São Thomas Morus foi um franciscano secular, alegre e acalentador de sonhos. Participou da vida política como diplomata, escritor, advogado e homem de leis. Ocupou vários cargos públicos e entrou para a história como símbolo da criatividade no caos político. Gestou e criou alternativas por relações mais justas e solidárias numa Europa gananciosa pelas riquezas. Seu romance, Utopia, foi inspirado no jeito de viver dos indígenas mexicanos e sul-americanos.

Neste mês de março, algumas igrejas, religiões e movimentos civis estão vivenciando uma Campanha de Fraternidade Ecumênica, sob o sugestivo lema: “Casa comum, nossa responsabilidade”. É uma convocação para relações de gratidão, respeito e responsabilidade como sujeito-sujeito junto a Mãe Natureza.

Isso quer dizer, na prática, a adoção de rotinas como separar o lixo, reciclar, encaminhar resíduos sólidos, devolver à terra o material orgânico e muitos outros gestos.

Assim, as utopias (u=não; topos=lugar) passam a se transformar em topias, fatos concretos, gestos simples como o sugerido pelos alunos da Unisul Pedra Branca (e o que está acontecendo todas as quintas-feiras): Chega o caminhão da PRO-CREP da Pinheira e recolhe todas as doações de papel, plásticos, latas, óleo de cozinha, etc.


Vai tudo para a cooperativa, que reúne  cerca de 30 famílias de ex-catadores e ex-dependentes químicos da região. Elas vivem deste trabalho. O óleo é transformado em biodiesel para uso das embarcações. Estudantes, docentes e comunidade local trocam vivências, conhecimentos e histórias, unindo universidade e comunidade. É a espiritualidade de março. “Vamu q vamu”, pessoal.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Espiritualidade, carnaval e trote

Espiritualidades no timing da vida.

Escrito por: Jaci Rocha Gonçalves


O que tem a ver carnaval e trote com espiritualidade? Vejamos. O carnaval de fevereiro de 2016 trouxe espetáculos de beleza criativa, reflexão alegre e o efeito-surpresa da volta de milhares de blocos no carnaval de rua.

Aqui, no campi da Unisul Pedra Branca, temos refletido que a ciência filosófica da estética inclui as artes e as religiões como nossas construtoras de sentidos – para isso usam o símbolo, o que significa do grego (sin-bolein) aquilo que une; antônimo de diabólico (dia-bolein), o que divide.

Na festa onde falam os símbolos, como no carnaval, ocorre um pouco esse paradoxo: leva-se para a rua o símbolo que possa fortalecer os sonhos de justiça de uma comunidade. A forma é brincar com a inversão de papéis do cotidiano pela fantasia: A autoridade vai pra rua e o povo é quem fica no palco.

Lembrei-me desse conceito no livro Festa dos Foliões de filósofo culturalista Harvey Cox, que li nos idos de 1970. Mostra que a gênese medieval das festas carnavalescas (carne vale = importa o canal, o que sente o lúdico) era período indispensável antes da quarentena de meditações sobre a vida, o sofrer, o morrer e ressurreição de Jesus.
O carnaval é espaço para a fantasia, brinquedo, imaginação. Este ano, alguns desfiles dos sambódromos de São Paulo e Rio pareciam uma procissão de fé, com enredos sobre a Virgem Maria, a flagelação de Jesus, a história de São Jorge, a humanidade diante dos mistérios e dos valores ecológicos.

O mesmo pode ocorrer com festas de ciclos universitários como o trote e festas de formaturas, próprias de março. Harvey Cox ainda nos desafiava como estudantes: “Estamos em condições de arranjar um lugar mais seguro para a fantasia também em nossas escolas cognitivamente superdesenvolvidas? Um renascimento da fantasia não precisa resultar na morte do pensamento racional. Ambos fazem parte de toda cultura sadia.”

Festejamos o quê e para quem? Várias festas de trote solidário têm sido ritos de passagem, em que o calouro faz gestos solidários e consequentes com seus colegas de futura profissão junto à comunidade vulneráveis. Assim, mais tarde, nas festas de formatura, dançarão a alegria de assumir o juramento profissional perante o povo.


As festas permitem, assim, uma catarse psicofísica e uma espiritualidade como fonte de saúde no ser das pessoas, porque podem subverter, refazer e inspirar nossas opções mais profundas. 

terça-feira, 8 de março de 2016

Dia da Mulher 2016

Sara e queridas afilhadas.

Na última quinta feira fiquei "nas nuvens" sentindo alma na alma com vocês ao cantar a oração pedagógica e socioambiental de Jesus: olhai os lírios e as aves!

Vibrei na frequência da esperança alegre e do compromisso com relações justas pautado, brifado e editado em vossos olhos.

Autorizadas pelos povos que compõem a nação brasileira deixem vosso diploma se unir àquelas mulheres comunicadoras que pagam o preço da ética sem deixar de caprichar na beleza. 

Parabéns e gratidão, pelo dia da mulher a vocês, a minha esposa Janaina, as nossas colegas professoras, as vossas mães, as minhas filhas e todas as filhas da mãe terra. 

Escrito por: Jaci Rocha Gonçalves